A Secretaria Municipal de Cultura, Lazer, Direitos Humanos e Igualdade Racial, junto com lideranças do Movimento Negro, fez ontem uma reunião pública para comemorar a liberação de uma emenda federal. Ela trará recursos para a pesquisa de acervo e para a realização de um documentário sobre o marinheiro João Cândido. O Almirante Negro, como também é conhecido, viveu seus últimos anos em São João de Meriti.

Adalberto do Nascimento, 80 anos, filho de João Cândido, conhecido como Seu Candinho, está ansioso: “Eu tenho muito orgulho do meu pai, pelo movimento que ele fez em 1910 com os demais marinheiros e acabou castigado pela Marinha. Ele foi um líder da Revolta (da Chibata) e eu carrego comigo, como filho, a imagem dele. E hoje a gente está aqui neste movimento do museu e eu espero que, neste governo, finalmente, o projeto saia do papel.”

Para Frei Tatá, superintendente de Direitos Humanos e Igualdade Racial de São João, a iniciativa não é apenas uma política de governo: “Nós estamos falando de uma figura que é do Brasil. E esse governo, graças a Deus, entendeu isso e está dando continuidade a um projeto, do Movimento Negro, que já existe há mais 11 anos. Eu acredito que isso poderá ser a maior referência de João Cândido na Região Sudeste. Essa é uma oportunidade deste governo deixar um legado para a cidade e para os movimentos sociais e em 2019 João Cândido faz 50 anos de morto, é uma data importante, que precisa ser registrada”.

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